A Culpa é do Cavani – Jornada Especial Champions 2017/18 #1 – Maga! Shhhh!

Hoje começamos mais um gigantesco, maravilhoso e impactante evento Cavánico: os Especiais pós-Champions, que pretendemos que sejam feitos no dia seguinte aos jogos do FC Porto nesta competição. De notar que este é um desejo dos três Cavanis e que de forma alguma poderá ser considerado como um facto consumado a nível da sua periodicidade e/ou pertinência. Ou seja, havendo tempo e vontade, faz-se; se ninguém tiver pachorra, não se faz. À Otávio. Neste primeiro episódio fica a análise à derr…ao desair…à não-vitória do FC Porto frente ao Besiktas e ao impacto que poderá ter para o resto da época. O Silva, como de costume, está do contra, ao passo que o Bertocchini sente-se confortado mas não resolvido e o Vassalo tem uma cadela. Literalmente.

Todos os episódios anteriores estão no site e no feed RSS, pelo que como de costume amandem as vossas postas para cavani@porta19.com!

Link para a página principal do podcast: A Culpa é do Cavani

Link para o sétimo episódio: Jornada Especial Champions 2017/18 #1 – Maga! Shhhh!

Link para feed em leitores de podcasts: http://aculpaedocavani.porta19.com/feed/mp3/

Link:

Baías e Baronis – FC Porto 1 vs 3 Besiktas

Reality check, gente. Ainda não estamos lá. Não adianta termos cinco vitórias em cinco jogos no campeonato, zero golos sofridos e algum futebol interessante, quando tentámos subir de patamar espalhámo-nos ao comprido e os queixos ficaram doridos do estrondo. Muito nervosismo, tremenda falta de definição nas jogadas ofensivas, demasiada ansiedade e algumas peças-chave a desequilibrar pela negativa fizeram com que o Besiktas saísse daqui com três pontos merecidos e não há aplausos que tirem a amargura da derrota. Atenua, mas não remove. Notas abaixo:

(+) Brahimi. Foi dos poucos que fez uma exibição positiva no Dragão (Marega ficou próximo mas foi demasiado inconstante) e tentou tudo o que sabia para que a equipa conseguisse mais e melhor. Inúmeras fintas, arranques, dribles em progressão, tudo o que o argelino se poderia lembrar foi sendo colocado em campo ao serviço da equipa mas sem ter um grupo coeso e bem harmonizado, acabou por estar a espetar pregos numa parede para ninguém pendurar um quadro que se visse.

(+) Sérgio a tentar, mesmo sem sucesso. Entendi as substituições ao intervalo, apesar da maior parte das pessoas à minha volta terem criticado com força, voz grossa e sobrolho franzido. Óliver tinha tido uma primeira parte em que parecia pensar e executar ao dobro da velocidade dos colegas e a falta de capacidade deles para criar situações para o espanhol enviar passes de ruptura tornavam-no pouco mais que inútil. E Sérgio abdicou do pensador para introduzir um volante, alguém que arrastasse o jogo para os lados e transformasse o jogo ainda numa forma mais directa (e pueril o suficiente) e chegasse com a bola à área com maior facilidade, com tabelas curtas nas alas e cruzamentos mais intensos e a partir de zonas mais abertas. Os laterais estiveram muito mais em jogo na segunda parte por causa dessa mesma alteração, tanto como o movimento conhecido como Maregalargar o campo, que fez com que houvesse uma pressão intensa durante os primeiros 20/25 minutos da segunda parte. Louvo o treinador por tentar mudar algo, mesmo que não tenha resultado.

(-) Falta de calo e, infelizmente, de algum talento. Ui que isto doeu. Doeu não por ser inesperado (já disse que este grupo, se conseguirmos miraculosamente transmitir alguma tranquilidade aos jogadores, é bastante igual em termos da valia das suas formações) mas porque tinha fé que a equipa conseguisse fazer um step-up com menor dificuldade. No entanto, o modelo táctico que Sérgio implementou parece muito complicado de aguentar contra equipas fortes no centro e que estão rotinadas e prontas para este tipo de competições, com imensa experiência e hábitos de vencer. Não quero transformar o Besiktas no Bayern, mas é verdade que há gente com muito talento naquela formação e fez-nos corar pela incapacidade que tínhamos em conseguir retirar-lhes a bola dos pés. Parecemos sempre veados em frente a um par de faróis, com uma espécie de paralisia momentânea e indecisão na altura de perceber o que fazer. Houve vezes demais em que jogadores ficaram parados a defender com os olhos, vezes demais em que os passes foram verticais pelo desespero de perder a bola, vezes demais em que uma distracção causou um contra-ataque e vezes demais onde o apoio não surgia. Mostrámos o que somos: pouco. Somos pouco. Ainda somos pouco. E tenho de voltar à conversa das omeletes sem ovos mas com todas as desculpas que possamos arranjar, a verdade é que não há talento suficiente para abordarmos uma partida destas sem suspirar bem alto e lamentar aos céus a presença de pouca gente talentosa no plantel. E sim, tivemos algum azar, porque ainda conseguimos enviar uma bola ao poste, mais uma que foi salva em cima da linha de golo e mais uma ou duas defesas do verdalhão dos turcos, e se uma única bola tivesse entrado talvez o comentário fosse diferente. Mas não entrou e talvez tenha sido desta forma que vamos apanhar o tal reality check e perceber que nos falta muita coisa para competirmos com um Besiktas a não ser que a equipa se consolide até o próximo jogo da Champions.

(-) Danilo. Não sei o que se passa, não faço ideia se está a jogar inferiorizado fisicamente, não sei se levou uma pancada na cabeça e acordou a falar gaélico e a tocar cítara, mas a verdade é que este Danilo não tem sido o mesmo e a equipa nota isso e perde muito com a sua forma actual. Se Danilo é o elemento que dá equilíbrio ao meio-campo, a forma como anda perdido no relvado, sem mostrar capacidade física para reagir aos lances, para recuperar depois de uma bola perdida ou de tapar as subidas do colega do lado só pode deixar os colegas em pânico, os centrais expostos ao adversário e os avançados a necessitar de recuar para ajudar a defender. Preciso do meu Danilo de volta!


Foi só o primeiro jogo mas pode ser bem mais do que isso. Há que aprender com os erros e voltar a crescer. Mas a rampa é bem íngreme…

Link:

Ouve lá ó Mister – Besiktas

Camarada Sérgio,

É o hino, estou convencido que é o hino. Ao passo que o nosso já é tão conhecido como a sardinha e sai das nossas goelas numa manifestação de amor fraternal, servindo como ponto de união e reverência colectiva no arranque dos jogos, não é bem a mesma coisa. O hino da Champions tem um efeito diferente em todas as pessoas que se deslocam ao estádio a meio da semana, muitas vezes em noites frias e chuvosas, fazendo com que nos aproximemos todos de um objectivo comum e de um patamar em que raramente podemos aspirar a ser mais do que meros peões na luta de outros cavaleiros mais fortes. E somos mais do que escudeiros nesta cavalariça competitiva, temos também de perceber isso. Afinal já a ganhamos por uma vez neste formato e outra no formato antigo, por isso não há que ficar acanhado nem medroso perante malta um bocadinho mais hip do que é normal. Apanhamos velhos e novos, ricos e pobres (talvez seja melhor dizer não-tão-ricos para não soar demasiado Buffetesco), grandes e pequenos, fortes e fracos. E vamos continuar a fazê-lo porque esta competição, seja pelo hino, pelo nome ou pelos adversários, é diferente de todas as outras.

E é o teu primeiro jogo, Sérgio. É o primeiro de muitos que aí virão num futuro próximo, por isso sê natural, fiel aos teus princípios e não embandeires em arco se venceres mas também não desanimes se não correr tão bem. Mantém o foco, tenta vencer o jogo mas aborda isto não como o último desafio mas como mais um a ter ao longo do ano. O campeonato continua a ser o foco principal mas no FC Porto, como já sabes, não se joga para fazer número: é sempre, sempre para ganhar. Ao Besiktas ou ao Bayern!

Sou quem sabes,
Jorge

Link:

A Culpa é do Cavani – Jornada 8 – Mariano Maliano

A antevisão do primeiro jogo da Champions no rescaldo de mais uma jornada do campeonato, onde Marega esteve mais uma vez bem longe da formosura mas em pleno na segurança. Uma troca de ideias sobre a VARiabilidade da imprensa e das escolhas arbitrais e uma longuíssima conversa onde se abordou o tema: é verdade ou não que Sérgio Conceição é bom nas conferências de imprensa. O debate foi rijo e o vencedor foi…o nosso caríssimo ouvinte, pois claro!

Todos os episódios anteriores estão no site e no feed RSS, pelo que como de costume amandem as vossas postas para cavani@porta19.com!

Link para a página principal do podcast: A Culpa é do Cavani

Link para o sétimo episódio: Jornada 8 – Mariano Maliano

Link para feed em leitores de podcasts: http://aculpaedocavani.porta19.com/feed/mp3/

Link:

Baías e Baronis – FC Porto 3 vs 0 Chaves

Um jogo entre muitos outros jogos que vamos ter este ano (e que temos todos os anos, há que admitir), onde as coisas não parecem correr bem até que aparece um rapaz com alguma sorte e abre a lata de vez. Mal jogado em grande parte do tempo, foi uma vitória que assenta bem mas que não mostra as dificuldades que tivemos para lá chegar, em grande parte por culpa da nossa própria inépcia física e criativa. Merecíamos vencer, mas os três golos parecem exagerados. Ah, e Marega foi o MVP. Yup, esse mesmo. Notas já abaixo:

(+) Marega. Começo a questionar seriamente a minha capacidade para analisar jogadores de futebol. Este homem, o mesmo que na primeira parte caiu sozinho tentando fazer um passe a meio de uma arrancada, num choque neuronal a fazer lembrar um acidente em cadeia (implicando que teria mais do que dois a funcionar, o que parece absurdo em conceito teórico aplicado ao rapaz), acabou o jogo como melhor jogador em campo. E nem merece discussão, tal foi a excelente segunda parte que fez, com Master Moussa a devastar tudo que era jogador do Chaves, desgastando-lhes o corpo e roubando-lhes metros atrás de metros, com investidas pela direita e algumas pelo centro que acabaram por marcar a diferença para os demais. Marega é titular do FC Porto e desde que isso aconteceu vemos um homem que trabalha, luta, produz e concretiza. Não percebo nada disto.

(+) A defesa aérea. Nem Marcano nem Felipe tiveram um jogo estelar do ponto de vista ofensivo, com várias falhas no passe e algumas hesitações na transição ofensiva, expectável e já aqui analisado tendo em conta a exposição ao erro a que estão sujeitos no esquema do Sérgio. Mas a defender estiveram quase perfeitos pelo ar e quase perfeitos pela relva, muito embora tenham permitido que o Chaves criasse dois lances de muito perigo pelo centro, um deles com Layún a colocar o adversário em jogo e no outro…bem, porque não dá para cobrirem o espaço todo se o resto não fizer o seu trabalho, não é? Ainda assim gostei das intervenções aéreas contra malta bem grandita.

(+) Cinco jogos, cinco vitórias, zero golos sofridos. Um dos melhores arranques que me lembro de ver apesar do futebol não ser (ainda) de elevadíssima qualidade. Nem prevejo que venha a ser, mas uma coisa é certa: os resultados estão a aparecer e por agora sem termos precisado sequer de um único Jonalty.

(-) Danilo. Um jogo muito fraquinho, bem abaixo do que consegue fazer. Desde o início que pareceu lento, com acelerações inexistentes e a um ritmo que fazia lembrar Sir William Carvalho mas sem o bigodinho à capanga nos anos 20. Perdeu demasiadas bolas, distraiu-se mais vezes do que o Marega tropeçou e raramente foi um elemento útil no meio-campo. Aliás, temi que fosse por ele que o Chaves conseguisse chegar com perigo à área, porque este Danilo que hoje vi no relvado parecia outro. Estaria apenas a ressacar de uma longa e arrastada tarde de reflexão, afinal o rapaz era aniversariante e tinha chegado à constatação do etéreo que é este nosso trajecto no planeta, à percepção que a idade não é apenas um número mas uma marca indelével que nos arrasta para um infinito triste, escuro, vazio, aproximando-se cada vez mais do fundo de um poço onde cairemos com a inevitabilidade da morte, tão próxima como definitiva. Ou então estava cansado, também podia ser isso.

(-) Corona.  Marega foi o melhor em campo em grande parte graças às arrancadas pela direita no lugar de Corona, a mostrar ao mexicano que não chega controlar a bola de primeira quando é lançada da Estação Espacial Internacional: é preciso fazer alguma coisa com ela. E Corona, mais uma vez, raramente o conseguiu, com lentidão de processos Boláttica e uma incompreensível falta de sentido prático em frente ao adversário directo. Tem ajudado mais na defesa mas exige-se que faça muito mais no ataque.

(-) O exagero vertical na primeira parte. E quando não há ideias nem pernas para mais, toca a mandar bolas para a área. Já agora: really? Já não há pernas? Eu sei que houve jogos de Selecções e esteve meia equipa a jogar enquanto que a outra só treinava, mas já estão todos partidinhos?! Não é cedo para se começarem a ver jogadores com pouca velocidade e ainda menos vontade de meter o pé? Ou já estava tudo à espera do Quaresma? De qualquer forma, houve demasiada verticalidade numa equipa que pode e deve organizar muito melhor o seu jogo. Valeu Brahimi a tentar furar pela relva mas, como de costume, perdeu-se e teve pouco apoio dos colegas, que preferiam enviar a bola direitinha para os avançados. Blergh.


E agora…Champions. Que FC Porto teremos? 4-4-2 do costume ou irá o Sérgio inventar um bocadinho? É já na quarta que vamos descobrir, stay tuned!

Link: