Ouve lá ó Mister – Chaves

Camarada Sérgio,

Já estamos todos com saudades da bola a sério, que isto da Selecção só é porreiro para um gajo ganhar Europeus e pouco mais. O que interessa é mesmo o azul e branco e o resto é conversa de treta para treteiros e adeptos ocasionais. E este jogo é mais um daqueles que me lixa a moleirinha porque é o primeiro jogo que vamos ter antes de um confronto europeu. Já sei que já não é a primeira vez que falo de “primeiras vezes”, mas estás cá de novo e garanto que no próximo ano já não vou fazer isso, até porque ainda vais por cá andar e vais andar de peito feito com o título de campeão acabadinho de ganhar e já não ligas nenhuma ao je. E é para o lado que durmo melhor, garanto-te.

Vais começar já hoje a inventar, parece-me. Com o Jesus e companhia mariáchica a chegar mais tarde e meia rotinha, se calhar vais lembrar-te de enfiar o Maxi a lateral e o Ricardo a extremo. Não me parece mal mas talvez possas mesmo apostar no Hernâni, afinal o rapaz tem de mostrar alguma coisa, certo? E na frente, o Soares volta? É desta? Ou o Moussa continua a surpreender o mundo ao manter a titularidade, faz um poker e faz capas de jornais do Porto até Ulan Bator? Está nas tuas mãos, rapaz!

Escolhas quem escolheres, é um jogo para ganhar cedo e arrumar sem piedade, mesmo que do outro lado esteja o último treinador a ser campeão pelo FC Porto. Até porque do nosso lado está o próximo.

Sou quem sabes,
Jorge

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A Culpa é do Cavani – Jornada 7.1 – Vassalo Beale

Um curtíssimo episódio (ao todo são pouco mais de seis minutos) mas com um apontamento imperdível. Jorge Vassalo (do famoso Porto Universal) tem um rant onde deixa fluir toda a fúria que atravessa o seu não-lá-muito-frágil corpanzil e a entrega, firme como um bacamarte adolescente, para os nossos caríssimos ouvintes. ATENÇÃO: haverá palavras violentas proferidas com violência. Como seria de esperar.

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A Culpa é do Cavani – Jornada 7 – Homo Inclinatório


O fim do mercado de Verão despoletou no Vassalo e no Silva uma discussão longa mas nunca entediante, com as opiniões apaixonadas de ambos a virem à tona como o azeiteiro a nadar numa piscina insuflável, servindo o Jorge como moderador e voz da razão. Ou pelo menos tentou, que moderar esta gente não é tarefa fácil mas…bem, só ouvindo (Dá para ver quem está a escrever estes intróitos, não dá?). Ainda uns bitaites sobre o Depoitre e uma advertência para o FJM na rubrica final, hoje chamada “Perfect Timing”.

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A Culpa é do Cavani – Jornada 6 – Nutella até ao pescoço

Em mais uma edição remota (descobrimos que assim é mais fácil, vá-se lá saber porquê), a revisão do Mayweath…perdão, do Braga vs Porto, entre outros temas importantíssimos: o porquê do Vassalo estar a fazer uma espécie de dieta pré-histórica ao avesso, a minha mudança de postura perante a forma do Marega e a vontade do Silva em ver o Guimarães na Liga Europa. Só pelos nomes, mind you.

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MAIS IMPORTANTE: o Cavani agora tem um novo logo. tentem adivinhar quem é que está retratado naquela silhueta minimalista. não é complicado, vá lá.

AINDA MAIS IMPORTANTE: estão a ver ali em cima onde diz iTunes? pois, já devia estar lá, não devia? claro que devia. e agora já está, é só pesquisar e já devem encontrar-nos. achamos nós, que ao que parece não percebemos nada de tecnologias. nem de bola.

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Baías e Baronis – Braga 0 vs 1 FC Porto

Ganhamos. E ganhamos bem por uma série de motivos. Porque o Braga raramente criou perigo suficiente para sequer pensar em justificar outro resultado. Porque marcamos um e podíamos (perdão, devíamos) ter marcado mais uns quatro ou cinco. Porque fomos bravos e rijos mas também calmos e inteligentes quando foi preciso. Mas arriscamos mais do que seria necessário e temi que uma bola aleatória entrasse na baliza nos últimos minutos e me fizesse lembrar daquele famoso jogo contra o Benfica no ano passado (onde foi NES que o perdeu, não o Herrera). No final, uma vitória merecida e doze pontos em doze possíveis antes da paragem. Goody. Sigam as notas:

(+) Danilo. Que parvoíce de jogo, rapaz. Impecável na cobertura, rijo na marcação e a subir com a bola, foi o bloqueio que precisávamos para conseguirmos arrancar as bolas no meio-campo e rodá-las rapidamente para as laterais, já que Óliver esteve muitas vezes preso por Fransérgio e Vukcevic, ao passo que os extremos inclinavam para o centro e precisavam da linha de passe. E quem a recebia? Danilo, pois claro. Foi o elemento mais constante num dia em que todos estiveram em boa forma e com espírito de luta. E quem vê esta equipa a jogar assim e a viu no ano passado…nem é bom pensar.

(+) Marega. Espero mesmo que não leiam esta frase com qualquer conotação racista, mas eu não resisto: o Marega é uma preview do que acontecerá quando o Bolt for jogar futebol. Corre imenso, joga razoavelmente bem mas esforça-se tanto que mesmo quando não marca golos não consigo criticar o rapaz. E é complicado não criticar porque pode parecer que estou satisfeito “só” com um Marega, até porque tenho a certeza que vai encostar quando o Soares estiver de volta, mas a verdade é que Marega está a fazer tudo para que o Sérgio tenha grandes dúvidas em tirá-lo da equipa. E nada mais lhe posso pedir.

(+) O golo de Corona. A meio da semana vaticinei numa conversa com amigos que íamos vencer o jogo com um golo de Corona. Juro que é verdade. Também disse que ia ser na segunda parte em contra-ataque, mas não nos foquemos nos falhanços e louvemos não só a minha visão oracular mas também o estupendo trabalho do único mexicano que ainda conta para alguma coisa e fiquemos maravilhados com aquele picar de bola por cima do adversário e o míssil que fez com que a bola passasse pelas coxas do Matheus e nos sacasse os três pontinhos que procurávamos. Corona está cheio de vontade e se continuar a fazer coisinhas destas tem lugar no onze de caras.

(+) Telles (especialmente a defender). Safou várias vezes a equipa com cortes fundamentais a cruzamentos largos ou a ajudar a tapar quando Brahimi já estava sem pernas. Não esteve tão interventivo na frente apesar daquele remate cruzado que Matheus, mais uma vez, defendeu para o poste. Está em grande forma e há que sugar o rapaz até ao tutano. Ou não, já que alternativas não abundam…

(-) Xistra. É impossível jogar assim. É impossível estar constantemente a levar pancada e sermos os primeiros a levar um cartão amarelo. É impossível assistir a um jogo em que o adversário tem muito mais corda solta para poder usar a expressão “canela até ao pescoço” sem qualquer problema e usar os braços como se estivesse a pregar ao Santo Adelino dos Barrotes no Esfíncter. Xistra permitiu tudo isto e mais, com Fransérgio a ficar mais de meia-hora em campo a merecer não dois mas pelo menos três cartões amarelos, com Ricardo a levar um cartão amarelo igual ao que não foi dado VÁRIAS VEZES a Fábio Martins, com Sequeira a entrar a varrer de pés juntos, com pés levantados até ao céu durante todo o jogo, mais puxões que uma Black Friday no Nebraska. Aliás, se o Benfica empatou em Vila do Conde à custa daquele…pá, chamemos-lhe “Jonalty”, hoje tinha havido trinta Jonalties a nosso favor. Foi o Xistra do costume contra a equipa do costume. Nem sei porque é que espero outra coisa.

(-) Felipe. Não anda bem, este maravilhoso estupor. Nem é tanto nas falhas quando é obrigado a fazer um jogo vertical positivo (que é como quem diz mandar a bola para a frente), é mesmo na temporização da abordagem aos lances e na maneira infantil como se deixa “comer” pelos avançados em alturas que tem de proteger a bola e obrigar o adversário a fazer uma falta do tamanho de seis Maregas para lha tirar. E Felipe não anda a fazer nada do que fez quando cá chegou. Nem auto-golos (felizmente) nem cortes para a bancada (infelizmente). Assim não gosto, rapaz.

(-) 4-4-2 para 4-3-3 para 4-5-1 para… . Lembro-me bem de NES a tirar Corona e a meter o Ruben. E a fazer o mesmo com Óliver para entrar Layún. E depois Herrera no lugar de Jota. Lembro-me bem porque fui ver ao zerozero já que a minha memória tem capacidade equivalente a um ZX Spectrum. Partido. Anyway, tive um arrepio quando me apercebi que podia acontecer o mesmo e quando vi as três primeiras intervenções de Herrera depois de entrar…assustei-me mesmo (para memória futura, foram: a) tentar desviar a bola com grande intensidade oftalmológica, b) hesitar entre andar ou enveredar numa carreira de homem-estátua e c) tocar na bola com o braço cedendo um livre perigoso because why the fuck not). O final do jogo acalmou-me pela forma mais inteligente como gerimos o tempo e apesar de ser um jogo fora num dos estádios mais complicados, o que até justifica a atitude, é preciso ter cuidado para não perdermos a vontade de ganhar e eventualmente ganhemos a vontade de não perder.


Mais importante que termos vencido o jogo é o facto do Benfica ter perdido pontos e termos conseguido aproveitar isso. Há quanto tempo não acontecia? Depois não querem que um gajo fique com moral…

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