“Não é fácil nesta posição vivermos as frustrações individuais de muita gente que quer chegar ao onze inicial e não consegue. É uma coisa que acontece em todas as equipas, há sempre alguém que fica ligeiramente mais triste, uns demonstram-nos de uma forma e outros de outra”
“É muito mais reconfortante saber que se conquista qualquer coisa num ambiente de extrema competição do que baixar o nível para outra equipa, ou para outro campeonato, e ter essa titularidade garantida porque se baixou o nível”
“Baixar de nível é a via fácil para quem quer triunfar na vida, mas quem quer triunfar a valer tem de se manter num ambiente de máxima competitividade e conquistar alguma coisa nesse ambiente.”
“Isso é que tem de alimentar a ambição destes jogadores, sem nunca colocar os objectivos individuais à frente dos colectivos, porque isso não vou permitir. É uma realidade pela qual nós mesmo quando ganhamos sentimos um carinho especial por alguns jogadores e são coisas que nos tocam.”
Villas-Boas em declarações sobre a excelente forma de Guarín e o porquê de não ser titular absoluto
Mais uma semana, mais uma conferência de imprensa em que Villas-Boas me cativa. Simples, honesto, justo e correcto. Só falta ser campeão para lhe dar o mérito todo.
A agressão a Rui Gomes da Silva, confiando cautelosamente na história avançada pel’A Bola na sua capa, é mais um exemplo da falta de inteligência de muitos adeptos da bola. Este recurso permanente à violência física que parte sempre do mesmo tipo de gente é um acto que me envergonha como amante do futebol, porque mostra a pouca fibra moral e ética de muita malta que não resiste a partir para a estupidez e para o confronto em vez de se limitar ao seu quintal e permitir que cada um tenha a sua opinião, por mais bovina que seja. Este é o mesmo tipo de gado que existe em todas as cores e sabores e que parte para a pancada só porque discordam da opinião de outros ou porque estão cegos pela filiação clubística, à imagem do que aconteceu no passado com Rui Santos, Dias Ferreira e outros (a SIC Notícias é líder também nos cronistas agredidos que emprega, parabéns).
Quem acompanha o Porta19 sabe que não sou o maior fã dele. Diria que é mais provável concordar com o Emplastro em matéria das condições de segurança na Faixa de Gaza do que com o vice benfiquista. Já falei mal dele por várias vezes (aqui, aqui ou aqui, para exemplificar) e sempre que o vejo dá-me um certo refluxo gástrico e tenho de mudar de canal para não sujar a carpete. E se o encontrasse num restaurante na Foz ou em qualquer outro lado, provavelmente não lhe dirigiria a palavra, mas se o fizesse seria exactamente com esse método: verbal, usando retórica, aquele pequeno extra que nos ajuda a distinguir dos símios.
E surpreende-me, caso as agressões sejam verdadeiras, ler tantos portistas a defender as agressões e a atirar as culpas para o jornal que reportou a notícia ou para a cúpula vermelha. Este tipo de evento só pode ser condenado sem qualquer hipocrisia e fica o lembrete: para a próxima podem ser vocês a levar no focinho. E acreditem que um punho fechado não tem côr.
É com o devido sentimento de nojo e auto-flagelação que coloquei o título neste post. Enquanto o escrevia, por entre os vómitos secos e o som das vergastadas do ramo de oliveira com que punia a minha carne pelo impropério de colocar as palavras “concordo” e “Rui Santos” na mesma frase, dei comigo a pensar: “Será que fui duro demais para com o Rui quando escrevi sobre ele no passado, aqui ou ali? Conseguirão duas pessoas tão diferentes como nós estar em consonância de opinião uma vez por muito solitária que seja?”
A primeira página de ‘A Bola’ da passada segunda-feira é um atentado ao bom-senso.
O que é interessante neste artigo de opinião publicado n’o Relvado, com a qual concordo depois de discordar muitas vezes, é a forma como Rui critica a parcialidade evidente d’A Bola perante as “notícias” e a “verdade” como eles a vêem. O que é ainda mais interessante é perceber que o mesmo Rui exibe o mesmo tipo de atitude economicista, em que o que vende é que é importante, como podemos ver todos os Domingos à noite na SIC Notícias, onde entre algumas verdades e muitas conspirações acaba sempre por dar ênfase ao que interessa mais ao povo…dele. Talvez o único ponto de concordância que sempre tive com ele incide sobre os media, dos quais Rui faz parte apesar da pose “holier-than-thou” que tantas vezes exibe, que se focam sempre no que mais interessa em desprimor do que mais importa. É giro dizer mal dos outros, não é? É tão fôfo criticar a manha (wink wink, nudge nudge) da imprensa não-cronista para depois colocar ainda mais sal na ferida dos lesados, escudando-se por detrás de um capote de imparcialidade que faz um trabalho tão bom para esconder as idiossincrasias futebolísticas como uma tanga a tapar a pança do Gobern.
É, Rui. Tu que trabalhas para melhorar o futebol, como apregoas, tu que vives dele e para ele e que tanto lhe deste e tanto continuas a tirar, não podes desfazer uma piñata imaginária quando ela própria têm as tuas feições. Mas dou-te este crédito: o jornal que hoje criticas é de facto um jornal diferente. Mudou para pior e aguenta-se à custa de ódios, de fachadas e de jantares. Jornalismo? Isso era dantes.
Belluschi chamado à selecção Argentina pela primeira vez.
Que seja a primeira de muitas convocatórias com o teu nome. Tens é de voltar à boa forma, porque há aí ao teu lado um gajo que fala a mesma língua que tu (com algumas nuances, acredito) e que te está a ver se rouba o lugar, por isso faz pela vida!